sábado, 7 de julho de 2007

Arquitetura Catalã durante a ditadura

As reações do governo uma vez acabada a Guerra Civil foi a de desqualificar a grande maioria dos arquitetos de toda a Espanha, principalmente os catalães, forçando-os a se exilarem, como é o caso de Sert, exilado para o USA.

Este período é caracterizado pela chegada de grande quantia de imigrantes que fugiam da ditadura e por um retrocesso da arquitetura. O regime Franquista fechou as portas do país, de forma que não entrasse na Espanha nada vindo do exterior, significando um grande atraso na arquitetura de Barcelona, pois a cidade não podia receber as novas tendências que estavam no resto da Europa.

Mas um grupo de arquitetos, alimentados pelo desejo da liberdade, começam a fazer reuniões nas quais seus interesses por arquitetos estrangeiros cresce, como Aalto, Mies e outros, até que eles decidem fundar, em 1951, O Grupo R, encabeçado por Josep Pratmarsó. Quatro anos depois, em 1955, quando este grupo foi aprovado pelo Governo, mais arquitetos se uniram ao grupo. O Grupo R tentou revigorar uma arquitetura moderna, mas falhou por causa de seus próprios membros, que sempre procuraram o trabalho individual em vez de unir suas forças. Essas disputas internas causaram a dissolução do grupo em 1958.


Uma das obras mais importantes desse período é a construção do Nou Camp, estádio do FC Barcelona, construído pelos arquitetos Francesc Mitjans, Josep Soteras e Lorenzo Garci'a-Barbo'n.

Estádio Nou Camp - FC Barcelona



Intervenção no Nou Camp e entorno

Quando a Espanha abriu suas potas ao resto do mundo, os arquitetos catalães assimilaram a arquitetura que estava sendo feita no resto da Europa. Dois exemplos claros de funcionalismo catalão são a faculdade de direito de Barcelona e a Editora Gustavo Gili.

Também é necessário se lembrar do grupo mais sólido da arquitetura catalã: o formado por Martorell, Bohigas e arquiteto inglês Mackay, o grupo M.B.M. Este grupo tenta fazer uma arquitetura moderna, mas encontram dificuldades devido a falta de materiais, tecnologia e mão-de-obra.

1 comentários:

Barbara Prado disse...

Para quem alguma dúvida sobre o porque um arquiteto/a deve se associar à um grupo em sua cidade, em seu estado e em seu país, é só ler a respeito dessa matéria que mostra a força da união das idéias na formação de uma identidade própria e da conquista do respeito.